terça-feira, 14 de dezembro de 2010

I Love To Dance In The Dark

Na ultima sexta-feira (10 de Dezembro) fui ao concerto da Lady Gaga (The Monster Ball) no Pavilhão Atlantico.

Digam mal dela o que quiserem, digam que ela é estranha (concordo), digam que ela é bissexual (se for qual é o problema), digam que ela é hermafrodita (não tenciono ter uma relação com ela por isso não me interessa), digam que ela é feia (mais uma vez não tenciono ter uma relação com ela) digam isto tudo e o que quiserem, mas é todas estas coisas que ela tem diferente dos outros que a fazem aquilo que ela é, e podem ter a certeza que ela é especial.

Deste o inicio do concerto com a música Dance In The Dark, até ao final com a música mais famosa dela, Bad Romance, o concerto não perdeu a qualidade que eu estava a espera depois de ter pago 50 € para ir ver uma maluca como a minha mae disse. Eu já andava um bocado farta dela, toda a gente nos jornais, nas revistas, na tv, na escola, ero só Gaga para aqui, Gaga para lá, eu sempre gostei dela mas comecei com a sensação que ela não passaria de uma "One Hit Wonder" (no caso dela era mais do que um, mas pronto) e que não ia durar muito mais. Todas ideias que eu tinha pré-concebidas na cabeça, todas elas se desmurnaram quando ela começou a cantar. Ela fez questão de dizer "I never fucking lip-sing!" por isso se tivesse duvidas quanto a isso, elas desapareceram.

A história do concerto era ela e os amigos a tentarem chegar à Monster Ball, mas entretanto o taxi avaria, o metro leva-os a um sitio sinistro no Central Park e depois de matarem o Monstro da Fama, finalmente chegam ao destino.

O "espetáculo", começou mesmo quando ela cantou a musica Just Dance (a 3ª musica depois de Dance In The Dark, a de abertura, e Glitter And Grease, que apesar de desconhecida, nao desiludiu), um dos seus maiores exitos, com esta musica, pos toda a gente a cantar, a saltar e a gritar muito.

Depois na estação de metro cantou o Love Game vestida de "freira" e falou da sua "relação sexual com a Beyoncé" como ela disse no Telephone, levando novamente a plateia ao rubro. Dedicou uma musica aos gays Boys, Boys, Boys, levando-os à loucura. A seguir mostrou os seus dotes vocais e de pianista com Speechless levando a sua legião de fans, maioritariamente gays, a chorar, e alguns mesmo a tirar a camisola de emoção, por acaso este estava ao meu lado (eu adoro gays!!), e entrou em palco enrolada na bandeira portuguesa.

Depois no Central Park cantou Monster e fingiu que estava a sangrar, de seguida veio Teeth uma das musicas mais desejadas pelos fans. A seguir outro grande exito Alejandro, onde obrigou os fans a gritarem por ela se não quissessem que ela morresse, ouviu-se, obviamente muitos gritos de histeria, misturados com medo (incluindo meus).

Consegui então chegar ao seu destino, a Monster Ball, onde teve que ter ajuda dos fans para matar o Monstro da Fama, uma espécie de piranha, e conseguiu.
Já no final veio Bad Romance misturando lágrimas de felicidade por ouvir aquele hino da musica pop e de tristeza por seu o fim do concerto.

Comunicou bastante com o povo, com aquele discurso normal que temos ser nós próprios, mas nela até pareceu genuino, porque uma coisa que ela não é, é igual a outros... "Don't care if the 0thers think that you're not fit enough, or you can't sing well enough, or dance well enough, or write songs well enough cause someday you all will have your shiny stage whatever it is and perform for them". Ah e "Jesus loves everybody" Falou em portugues, disse "pequenos montrenhos", "Jesus Cristo", "Ola" e "Tudo Bem?".

O concerto foi brutalissimo..

She was born this way...

1 comentário:

  1. Olá olá :D
    Estás a meu lado neste momento a desconcentrar-me, porque eu detesto escrever comments quando os excelentissimos autores estão a meu lado :P
    Eu adorava ter ido aquele maldito concerto...
    "pequenos monstrenhos" foi a minha frase do dia por causa do badminton. Gostei da maneira como descreveste o concerto...
    agora vou parar de comentar este texto para comentar aquele mais abaixo :)

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